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 Ingrato, o nosso idioma, e por isso mais fino

o triunfo verbal que ao público extasia:

vulva frêle et navrée, num lance cristalino,

expõe-se, esplendorosa, em sua plena magia.

 

Palmas ao tradutor, esforçado xavante,

guarani culto e sábio ou famoso tupi,

mestre no deglutir, em quarteto e terceto,

 

o sol, o sal, a cor que iguais eu nunca vi,

embora o nosso herói se confesse ofegante

depois de haver parido um alheio soneto.

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 

 

 

Le grand inconvénient de la vie réelle et ce qui la rend

insupportable à I'homme supérieur, c'est que ,si I'on y

transporte les principes de I'idéal, les qualités deviennent des

défauts, si bien que fort souvent I'homme accompli y réussit

moins bien que celui qui a pour mobiles I'égoïsme ou la routine

vulgaire.

 

Marc-Auréle

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Trovadorismo
Trovadorismo

 

 

Trovadorismo

 

Origem do trovadorismo, os trovadores, literatura medieval, literatura portuguesa, história da Idade Média, cantigas de amor, cantigas de amigo, de escárnio e maldizer, cancioneiros, livros, canções, música, uso de instrumentos musicais


 

Iluminura medieval: trovador
Iluminura medieval: trovador

 

Introdução

 

Podemos dizer que o trovadorismo foi a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no século XII, em plena Idade Média, período em que Portugal estava no processo de formação nacional.

 

Marco inicial 

 

O marco inicial do Trovadorismo é a “Cantiga da Ribeirinha” (conhecida também como “Cantiga da Garvaia”), escrita por Paio Soares de Taveirós no ano de 1189. Esta fase da literatura portuguesa vai até o ano de 1418, quando começa o Quinhentismo. 

 

Trovadores 

 

Na lírica medieval, os trovadores eram os artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, com o acompanhamento de instrumentos musicais, as cantigas (poesias cantadas). Estas cantigas eram manuscritas e reunidas em livros, conhecidos como Cancioneiros. Temos conhecimento de apenas três Cancioneiros. São eles: “Cancioneiro da Biblioteca”, “Cancioneiro da Ajuda” e “Cancioneiro da Vaticana”.

 

Os trovadores de maior destaque na lírica galego-portuguesa são: Dom Duarte, Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes e Meendinho.

 

No trovadorismo galego-português, as cantigas são divididas em: Satíricas (Cantigas de Maldizer e Cantigas de Escárnio) e Líricas (Cantigas de Amor e Cantigas de Amigo). 

 

Cantigas de Maldizer: através delas, os trovadores faziam sátiras diretas, chegando muitas vezes a agressões verbais. Em algumas situações eram utilizados palavrões. O nome da pessoa satirizada podia aparecer explicitamente na cantiga ou não.

 

Cantigas de Escárnio: nestas cantigas o nome da pessoa satirizada não aparecia. As sátiras eram feitas de forma indireta, utilizando-se de duplos sentidos.

 

Cantigas de Amor: neste tipo de cantiga o trovador destaca todas as qualidades da mulher amada, colocando-se numa posição inferior (de vassalo) a ela. O tema mais comum é o amor não correspondido. As cantigas de amor reproduzem o sistema hierárquico na época do feudalismo, pois o trovador passa a ser o vassalo da amada (suserana) e espera receber um benefício em troca de seus “serviços” (as trovas, o amor dispensado, sofrimento pelo amor não correspondido).

 

Cantigas de Amigo: enquanto nas Cantigas de Amor o eu-lírico é um homem, nas de Amigo é uma mulher (embora os escritores fossem homens). A palavra amigo nestas cantigas tem o significado de namorado. O tema principal é a lamentação da mulher pela falta do amado. 

 

 

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