Translate this Page




ONLINE
4





Partilhe este Site...



Colabore com o Projeto

Cícero-Cultura...

Doe Qualquer Valor!

 

 

 

 

 


"Lumézio"
"Lumézio"

"Prantos que Rolam"

 

Em plena escuridão,

Desaforos feitos,

Machucando um pobre coração

Cada vez que passa o tempo,

Um coração se auto destrói

No meu peito, ainda bate aquele vento

Que por dentro, ainda me corrói

Lágrimas que caem,

Aqui neste chão de concreto,

As nuvens se desmancham,

Por ver seu olhar, assim tão falso e discreto

Me sangraram por dentro,

Não me deixando mais viver

Meu sangue e meu pranto estão como um cimento,

Só querendo me corroer. 

 

"O Tempo"

 

Porque todos já se foram,

e nem me esperaram

Para que ficar relembrando os momentos tristes,

Se o momento já passou

Ficar a desejar o que não é seu,

Se para você não importa,

Mas para os outros tem valor

O que eu espero, mas não me controlo,

Pelo tempo que passa,

Mas não tem graça, mas não tenho mais aquele sorriso

Se o tempo apaga,

Porque não quebra os azulejos e os pisos

O piso que eu pisei,

O olhar que olhei,

Do teu olhar,

Que nunca mais avistei!

 

"Um Filósofo Épico"

 

Cabeça pensa

Cícero e a bicicleta

No ápice da essência

Esboçando um caminho

Da crença densa

Traçando a reta

Na curva da existência

De volta ao ninho

Nas asas do passarinho

Cícero e a meta

Contra o ar da resistência

E o horizonte azul marinho

Na tempestade tensa

Cícero é o planeta

No engenho da insistência

Engrenando um moinho...

 

"Tratado Poético de Lumézio

A Saga é Sagaz"

 

Em mim habitam vários eus,

Que ligam teias cósmicas

Fora do tempo,

Longe do espaço

Sou de carne, 

Fé e osso, 

Com a guilhotina no pescoço...

 

 

"Vestígio de Logos"

 

A psicanálise de Freud

O crânio de Einstein

A evolução de Darwin

O socialismo de Marx

São quatro eixos

Da ordem crivo

Do advento alusivo

Espelhado na morte de Deus

Segundo Zaratustra Nietzsche

Em êxtase infindável

Contra o vento invisível

Aos quatros eixos

Da ordem crivo

Do advento representativo

Que seduz a vontade

Segundo Arthur Schopenhauer

Em solidão fênix

Antes do Nirvana...

A ave estrigiforme

Consome o roedor prolífico

Num liame racional

Contrassenso empírico

Do lodo até a imaginação

Em matéria de espírito.

 

"Oração Cisão"

 

Pelos lampejos de Sêneca

Nos seios de Eureka

Sem ácido lisérgico

Caminho psicodélico

Cruzando a teia metafísica

Surge a centelha lírica

Dos estalos até as cinzas

De um velho Ano Novo

Rumo ao introspectivo ovo

Como a águia voraz

Retornando para Terra Prometida

Oh, angustiante morte vida

Devorando o escroto subterrâneo

Num esgoto contemporâneo

Abafa o ar cético

Do voo poético

E produz a semente

Em opereta triunfante

Na cólera da noite

Oh, angustiante vida morte

Salvai-nos do defeito

De algum efeito

Daquele sensível afeto

Que vira desafeto

Por causa do maldito bicho

Na encruzilhada do lixo...Lumaê!

 

 

"Caule Oco"

 

Taquaritinga

Ainda sobrenome

Cultura ou fome

A sina consome

 

Taquaritinga

Fogo na binga

A história pinga

Arte ou política

Cuidado com a crítica

Pois a Província é lírica...

 

Taquaritinga

Sempre singra

O Império não finda

E o sonho míngua

Numa velha poesia

Taquaritinga...

 

 

 

 


 

Luiz Fernando Sant'Anna

Pseudônimo: "Lumézio"

Pedagogo